sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Poema tolinho

Para Gabrielle Gracio

Ai, Gabrielle, ai, Gabrielle,
o vosso brado parece pontiagudo
me perfurando assim o ouvido!
Mas vosso brado é mudo,
logo, de barulho é desprovido.
Então, como me perfura?
Eis o insigne segredo
que, tristemente e cedo,
descansa em uma sepultura...


Baseado no Poema "Ai, Palavras!" de Cecília Meireles.

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