Para Monique Helen
Serão os novos ventos que balançam
as folhas verdes das árvores que
nos trarão os nossos amores e nos darão
as alegrias que outrora perdemos?
E se por acaso o sofrimento quiser
nos acompanhar noite e dia, dia e noite?
se nos quiser fazer o seu mais
íntimo prisioneiro? Será que nós
teremos algum tipo de opção?
Temo que não teremos. Seremos
apenas reféns, prisioneiros, cativos.
Ah, como tal possibilidade me entristece!
Mas não deixemos a leviana tristeza
nos invadir, sem que percebamos,
o espírito, porque somos jovens
e como jovens lutaremos contra ela.
Nossas almas, hoje, são
sequiosas de um pouco de felicidade,
e nossos olhos são donos
de uma tristeza perceptível.
Deus, que versos sorumbáticos!
Não consigo eliminá-los de minha boca!
O grande Augusto dos Anjos,
poeta diferente do convencional,
disse: “escarra nessa boca...”
e é o que farei na minha,
pois essa sugestão, me parece
bem criativa, original, verdadeira,
e pode me livrar da tristeza
que me violenta, que me consome,
estragando os versos que arquitetei,
com esmero, para te dar.
Contudo, posso ver no horizonte
um presente ser embalado para nós.
Ele virá numa caixa grande,
colorida, com sinos, e enfeites.
Dentro de si trará a Felicidade,
que eu e você, que nós, desejamos.
Ah, maravilha! Nossas almas
terão felicidade, enfim!
Me permita dizer que a
próxima estrofe não será
contaminadas com a mão
negra, pútrida, da Tristeza;
ela será contaminada apenas
com o nosso amor, com o amor
que eu sinto para com você,
pois nada mais há de importar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário