A sua ausência doi tanto que eu chego a chorar à noite. Meu choro é frio e ressequido. A sua ausência penetra em mim como uma lâmina afiada e me dilacera sem nenhuma gota de piedade. Sem você, nada sou. Sem você, não me arrisco a dizer que vivo. E sim, que vegeto. A sua ausência é inexplicável. Por que você foi embora? Será que fiz algo para ires? Pergunto-me incessantemente o porquê de teres ido, porém não encontro resposta.
Mas será que eu não sei viver sem você? Não sei. Viciei-me a uma doce e inebriante droga, você. Já não sei viver sem usá-la. Sou um dependente. Dependo do seu sorriso, do seu olhar, do seu carinho. E você? Depende de algo de mim? Infelizmente, não. Se dependesse, não teria ido... E saber que não depende de mim para nada me entristece tanto, que eu sinto vontade de pôr um ponto final a esta minha vida ingrata.
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