O meu medo, o meu medo, Maria
É como um fio telégrafo do subúrbio
Aonde vêm aterrizar pardais...
Às vezes chega um
E defeca
(Não sei porque os pardais não tem educação, mas vá lá!)
Defeca e vai embora
Outro, nem isso,
Mal chega, defeca.
O último que passou
limitou-se a gargalhar
na minha pobre cara!
No entanto, Maria, o meu medo é sempre o mesmo:
Os pardais é que mudam.
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